sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fazenda da Taquara.

Noronha Santos ( Diretor do Departamento de pesquisas Historicas do Centro Carioca)


A Fazenda remonta um dois mais antigos engenhos de Jacarepaguá, o Engenho da Taquara, a Sesmaria pertencia a Salvador Correia de Sá (o velho). Os seus limites iam da atual rua Edgard Werneck passando pelo largo do Tanque e projetando-se até a vertente Oriental do Maciço da Pedra Branca. No século XVII por compra, o domínio da gleba  torna-se a fazenda da Taquara. Passou então esta propriedade aos descendentes primôgenitos até chegar a Francisco Telles de Barreto de Menezes, bisavô do Barão da Taquara. Os pais do Barão da Taquara, Dona Ana Maria Telles de Menezes e Francisco Pinto da Fonseca, tiveram dois filhos, Maria Rosa da Fonseca Telles e Francisco Pinto da Fonseca Telles, o Barão da Taquara. A casa grande da fazenda foi reconstruida  em 1738 e existe até hoje, ao seu lado existe a Capela da Exaltação da Santa Cruz, sendo uma das mais antigas de Jacarepaguá. Havia uma ligação entre a família Telles de Menezes e Orleans de Bragança, o Barão da Taquara era afilhado de D. Pedro II, tendo servido também na 7 Cia do Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional, por carta de 01.04.1867 o imperador, atendendo a relevantes serviços prestados na guerra do Paraguai, nomeou-o Comendador da Ordem da Rosa, em 21.10.1882 o Imperador lhe fez mercê do titulo de Barão da Taquara, o Barão foi um dos fundadores do Jockey Club Brasileiro e em cuja primeira corrida foi vencedor um cavalo de sua propriedade de nome Macaco, importou da Inglaterra dos dois primeiros potros de Raça-Capricho e Monarca. No Jornal do Comercio de 15.11.1843 ( 1 pg. Parte Oficial), está registrado, nos meses de Novembro e Dezembro de 1843, enfermado a princesa dona Janúaria, decidiu-se o Imperador D. Pedro II a hospedar-se por dois meses no engenho da Taquara, a fim de que S.A Imperial possa  restabelecer-se  da enfermidade, passando a dar ali DESPACHO aos negócios dos secretários de estado, em agradecimento á hospitalidade com a que fora recebido, o Imperador, por carta de 30.03.1844, nomeou Francisco Pinto da Fonseca, pai do barão, moço da Camâra Honórario do Imperial Guarda Roupa, e mais tarde, em 18.01.1853, Juiz de Paz da Freguesia de Jacarepaguá e vereador da Camâra Municipal da Corte, o comendador faleceu em 23.02.1865, sucedendo na propriedade seu filho Francisco Pinto  da Fonseca Telles aos 26 anos de idade, o Barão da Taquara. 
  O engenho da Taquara é tombado pelo IPHAN desde 30 julho de 1938 pelo então presidente Getúlio Vargas ( A placa comemorativa está resguardada como relíquia pela família a pedido da Matriarca ainda viva na época Dona Leopoldina Francisca de Andrade da Fonseca Telles, Baronesa da Taquara). A pedido do neto dos Barões da Taquara, Francisco Jose Telles Rudge, foi criada a APA ( Área de Proteção Ambiental), decreto 21.209 de 01.04.2002, com cerca de quase 100.000m² com objetivo de proteger todo entorno da casa grande e anexos do séc. XVII a XIX e em memória aos seus antepassados este mantenedor presenteou todos os moradores de Jacarepaguá com a APA da Fazenda da Taquara.
    A Fazenda da Taquara foi o berço do desenvolvimento de Jacarepaguá, devemos lutar pela sua preservação especialmente pelo seu entorno onde habita uma grande fauna e frondosa  árvores circulares em memória da nossa YACARE UPA GUA lagoa rasa dos jacarés, Jacarepaguá. Dos antigos engenhos da Cidade do Rio de Janeiro, Camorim ( Gonçalo de Sá), De fora ( Mato Alto), Da Serra ( Pau-Ferro), Engenho Novo ( N.Sra dos Remédios - Colônia), D'Água ( Visconde de Asseca)-Cidade de Deus,o engenho da Taquara foi o mais importante. Devemos a preservação deste Santuário a Francisco Jose Telles Rudge, neto do Barão da Taquara, pioneiro na luta em defesa do meio ambiente e que a mais de 50 anos vem lutando pela preservação, com recursos próprios, sem ajuda oficial.
 Infelizmente os livros de história tem omitido a participação da família  Telles de Menezes que se entrelaça com a família Imperial nesta importante fase de nossa História e no progresso da cidade do Rio de Janeiro.


                                                                    A.A.F.T
                                                 Associação Amigos da Fazenda da Taquara
                                                 Tel: 2446-8621/ 97937439
As informações históricas citadas são de responsabilidade do Presidente (Jocelino) do A.A.F.T !
e D.C.N.de Azevedo(Historiógrafo)


Arquivo Noph.

7 comentários:

  1. E uma pena que esteje completamente abandonada. Eu vi que estao pensando la na Taquara de fazer passar dentro do morro uma estrada para aliviar o engarrafamento de Jacarepagua. Precisa motivar as pessoas para entenderem que a Fazenda é um patrimonio cultural do Brasil. E uma coisa muito importante.Em nome do materialismo sem freios nao podemos destruir o meio-ambiente. Precisa replantar tudo de novo e levantar muros de proteçao. E meu desejo sincero que nao venha abatida. Um abraço.

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  2. Ela não está abandonada não vc esta equivocado , lá não pode entrar minguem e dos netos do barão da Taquara , minguem entra porque tem um cara que cuida dela para os netos , eu moro perto e vejo , o portao está sempre pintando e as cerca sempre com arame farpado , os garotos quando entra leva tiro de sal grosso kkkk e para chega até o casarão tem que passa pela mata , entae não tem como está , abandonada.

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    1. Boa tarde ! Não sei sua idade .quem escreve não é Marlene e sim uma pessoa de 38 anos de idade. Meu nome é fabiano e nasci na tqr, mais precisamente no centro ,na rua ipinambes.sobre o tal tiro de sal grosso ,isso já foi muito comentado por muita gente & tinha 1caseiro chamado de negão que andava a pé na fazenda com 1cachorro vira lata. Isso era no início & meados dos anos 90 ,época que eu pulava na fazenda p/pegar pipa, balão & cajus que muitos pés ficavam na beira da fazenda próximo as cercas de arame farpado na est: do Rodrigues caldas. Queria muito chegar próximo da casa ,mais temia por causa do caseiro que tomava conta . hoje a fazenda está uma floresta & parece que passou por reformas. Outro detalhe que percebo,é o sumiço de uma cruz que ficava no caminho pela Rodrigues caldas & não vejo mais , acho que foi saqueada.por favor, me conte alguma novidade da atual situação da fazenda. Lembro de 1morador da fazenda chamado Rafael, que hoje deve ter uns35 anos+ ou-. Isso foi + ou- em1993 & depois perdi o contato com ele.

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    2. Tem gente entrando todos dias & acho que até morando. Passe pela Rodrigues caldas perto do condomínio gramado e verá vários caminhos e cerca arriada. Gostaria que me passase alguma novidade da fazenda ,pois pulava muitas vezes lá p/ pegar pipa,balão e cajus pela Rodrigues caldas. Conheci um morador chamado ( Rafael ) .isso foi no início de 90 & vivo hoje ele deve ter uns 35 anos e eu tenho 38 & não sou a pessoa da foto. Me chamo fabiano e nasci no centro da tqr, na rua ipinambes.

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  3. Sou morador do bairro e sou pintor de quadros. já pintei algumas vezes esta fazenda através de fotos de terceiros, e gostaria de ter uma oportunidade de mostra-la, mas como já fui impedido, de fotografar ou visitar esta fazenda apesar de eu ter me identificado , eu acabei desistindo, pois tenho quase oitenta anos .

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  4. muitos anos de vida para quem passou sua infancia fazendo uso indevido das benesses dessa fazenda. Hoje esta uma mata fechada.

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